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Querido amigo, seja
bem-vindo! Paz, luz e muito amor, em todos os corações!
Dedicamos, na semana que passou, um dia para os nossos "mortos",
ou aqueles que nos precederam na grande viagem.
Para alguns, a data é de saudade lancinante, de dor, de inconformação,
mesmo que inconsciente. Para outros, de lembranças doces e vívidas, porém suavizadas pela certeza de que a vida não acaba
no túmulo...
Alguns dos nossos "mortos" nos despertam preocupação,
ocasionada pela incerteza de sua felicidade no além. É o pai dado a
vícios, pelo qual tememos a sorte, hoje; é a mãe intransigente e
incompreensiva, que pode estar em dificuldades devido ao seu temperamento;
é o irmão desencarnado de forma violenta, a desconhecer a própria
situação; é o esposo possessivo, é a esposa ciumenta a nos rondar o
lar, em apego teimoso e doentio.
Reconhecemos, após a sua morte, que as doenças morais que levaram
consigo podem retardar a sua felicidade.
Pensando neles, esquecemos de que somos espíritos, da forma
forma, transitoriamente revestidos de carne para mais uma etapa educativa
em solo físico.
Também nós, em maior ou menor escala, possuímos algumas doenças
espirituais reclamando medicação adequada...
Para superar um momento de tristeza ou de dor, não raro acalmamos o corpo
com um tranqüilizante.
Para evitar um desencarne qual o de algum parente ou amigo, renovamos os
cuidados com a saúde física, através de novas consultas e exames
variados.
Para não sofremos acidente algum, redobramos os itens de segurança à
nossa volta, tanto em casa, no carro ou no trabalho, buscando prolongar a
vida, sem sobressaltos.
Mas e a alma?
Estamos fazendo por ela alguma coisa que seja, para que nosso desenlace
não povoe de preocupação os que ficarão, depois de nós, na Terra?
Diz André Luiz que "se o corpo, em
verdade, não prescinde de remédio, a alma também."
Oremos pelos que partiram, para que sejam felizes.
Mas cuidemos, igualmente, de nossa saúde espiritual e conseqüente felicidade futura, desde agora...
A alma também
Casas de saúde espalham-se
em todas as direções com o objetivo de sanar as moléstias do corpo e
não faltam enfermos que lhe ocupem as dependências.
Entretanto, as doenças da alma, não menos complexas, escapam aos exames
habituais de laboratório e, por isso, ficam em nós, requisitando a
medicação, aplicável apenas por nós mesmos.
Estimamos a imunização na patologia do corpo.
Será ela menos importante nos achaques do espírito?
Surpreendemos determinada verruga e recorremos, de imediato, à cirurgia
plástica, frustrando calamidades orgânicas de extensão imprevisível.
Reconhecendo uma tendência menos feliz em nós próprios, é preciso
ponderar igualmente que o capricho de hoje, não extirpado, será hábito
vicioso amanhã e talvez criminalidade em futuro breve.
Esmeramo-nos por livrar-nos do stress capaz de esgotar-nos as forças.
Tratemos também de nossa feição temperamental para que a impulsividade
não nos induza à ira fulminatória.
Tonificamos o coração, corrigindo a pressão arterial ou ampliando os
recursos das coronárias a fim de melhorar o padrão de longevidade.
Apuremos, de igual modo, o sentimento para que as emoções desregradas
não nos precipitem nos desvãos passionais em que se aniquilam tantas
vidas preciosas.
Requintamo-nos, como é justo, em assistência dentária na proteção
indispensável. Empenhemo-nos, de semelhante maneira, na triagem do verbo,
para que a nossa palavra não se faça chibata de sombra.
Defendemos o aparelho ocular contra a catarata e o glaucoma. Purifiquemos
igualmente o modo de ver.
Preservamos o engenho auditivo contra a surdez. No mesmo passo, eduquemos
o ouvido para que aprendamos a escutar ajudando.
A Doutrina Espírita é instituto de redenção do ser para a vida
triunfante. A morte não existe. Somos criaturas eternas. Se o corpo, em
verdade, não prescinde de remédio, a alma também.
ANDRÉ LUIZ
("Entre Irmãos de
Outras Terras", 15, FEB)
Que a sua semana seja de
muita alegria, paz e equilíbrio, com Jesus...
IDEAL André
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