Querido amigo, seja bem-vindo!

Paz, fraternidade e muita alegria, em todos os corações!

De repente, num belo dia, o que não esperávamos acontece: alguém ou alguma coisa surge como por encanto, trazendo para nós a prova da tentação...
É o amor de ontem, retornando forte ao nosso convívio; é o amor inesperado e fora de hora de hoje pedindo espaço e realização; é a gratificação financeira que pode nos livrar do sufoco mas de procedência pouco legal; é a oportunidade de realizar algo pela qual ansiamos mas que não desejamos caia no conhecimento alheio...
Quando ela surge, e se estamos suficientemente esclarecidos, fugimos de seu contato, desesperadamente, qual fosse ela criação maligna a vagar ameaçadora pelo mundo em busca de corações invigilantes; e se a surpreendemos nos outros, imediatamente surge a crítica íntima, o julgamento apressado...
No entanto, o que seria de nosso progresso sem ela?
Diz-nos André Luiz que "s
em tentação, impossível a tarefa da perfeição." 
E nos compara a barcos, necessitados de ondas-tentação para chegar a porto seguro, sem que isso signifique permitir que elas invadam ou façam submergir a embarcação ao serem varadas...
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Tentação, a palavra temível...

Quase sempre intentamos fugir dela para simplesmente desertar do trabalho e, por conseqüência, da escola que o trabalho representa.
E caímos no logro.
Largamos o poço da dificuldade construtiva para arrojarmo-nos no abismo da inércia onde arrasamos o tempo.
Analisamos aprendizes, testamos máquinas, provamos quitutes caseiros.
Tentação é o recurso que a sabedoria da vida emprega para dar-nos o conhecimento de nós próprios.
Se o dinheiro não nos sugere a busca de prazeres desmesurados para os sentidos e se não lhe opomos o freio do discernimento, como poderemos saber que ele deve ser utilizado para a criação das alegrias nobres que nos enriquecem a alma?
Se o mal não convida algum dia a cultuar-lhe os desequilíbrios e se não lhe resistimos aos impulsos, de que maneira aprenderemos que o bem deve ser incorporado em definitivo ao nosso campo espiritual para ser usado naturalmente por nós como o ar que se respira?
Além disso, entendamos que a tentação é o agente que nos pesquisa a reabilitação, diante das leis divinas.
Se estamos na bengala dos cegos ou no catre dos paralíticos - conquanto a alusão não signifique qualquer desrespeito a eles, - já vivemos sob regime de bloqueio transitório entre as forças da vida e ninguém pode reconhecer, de imediato, o que faríamos da luz ou do movimento, se os tivéssemos ao dispor.
Assim é que ninguém se faz claramente conhecido, enquanto se encontra sob o guante da expiação ou da prova.
Estudemos a tentação, quando chegue. Pelo modo que surge ou pelas gratificações que proponha, sabemos o que somos  e o que nos cabe fazer.
Achamo-nos todos em evolução e, concomitantemente, em tentações que chegam por tabela. Cada uma em hora determinada e em problema certo. Saibamos superá-las para crescer e elevar-nos.
Sem tentação, impossível a tarefa da perfeição.
Recordemos o barco e as ondas que procuram submergi-lo. Sem elas jamais chegaria ao porto mas é preciso vará-las sem permitir que entrem nele.

ANDRÉ LUIZ
("Sol nas Almas", 48, CEC)

Que a sua semana seja alegre e vitoriosa, com Jesus!...

Um grande e fraterno abraço,
IDEAL André

Border: Lori Marli dos Santos
Imagem/namorados: Pré Raphaelite Art
Som midi: La Mer

 

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