Querido amigo, seja bem-vindo!
Muita paz e muito amor, em todos os corações!

Aproxima-se o ano-novo, e sentimentos peculiares rondam a mente das pessoas nesta época do ano. 
Para algumas, o acontecimento não desperta senão indiferença, na certeza de que tudo prosseguirá como está, tanto no bem quanto no mal. 
São os acomodados.
Para outros, porém, a data tem um poder renovador, especial, capaz de acionar a sua boa estrela que por sua vez determinará a realização de todos os seus sonhos e desejos.
São os ingênuos.
Mas para quem já se lançou, refletidamente, portas adentro do Espiritismo, sabe que a postura ideal não é nem a da indiferença irônica e nem a da credulidade tola.
Sabemos que nada permanece estacionário.
Mas sabemos igualmente que as mudanças não se dão bruscamente...
Por isso, ser feliz ou bem sucedido, não deriva do fato de se pular tantas ondas a hora tal, de comer tantos grãos dessa ou daquela fruta, para que as sementes tragam sucesso e dinheiro, de usar vestimenta de determinada cor ou então, contrariamente, achar-se que tanto faz tomar uma atitude ou não: o que está determinado a acontecer, pelas Leis Divinas, acontecerá de qualquer forma, e o importante é seguir em frente e continuar vivendo, do melhor modo possível.
É preciso estar alerta, para quem nenhuma das duas atitudes venha a nos ocultar o verdadeiro caminho...
Por isso meditemos, olhando em torno:
Estamos cercados, invariavelmente, por pessoas, em todos os instantes do dia-a-dia, sem que possamos anular esse fato.
Desviamos de alguns aqui, cumprimentamos alguns acolá, damos uma palavrinha para este ou aquele, observamos um ou outro e ignoramos a maioria, como fossem seres absolutamente dissociados de nós.
Caminham conosco, renteando as mesmas lições e necessidades.
São dotados de sentimentos, assim como nós.
Mas, olhando na mesma direção, reproduzimos paisagens diferentes, qual se tivéssemos visão delirante.
Falando a mesma língua, não sabemos nos comunicar.
Vivendo sob o mesmo teto, não lhe assinalamos os sinais espirituais que emitem, reconhecendo-os e julgando-os tão só pelo que os seus corpos podem comunicar...
A falta de fraternidade é assim, produz estrangeiros entre os de sua própria gente, a vagar silenciosos pela Terra que Deus deu a todos, indistintamente, para o aproveitamento geral.
Que não sejamos assim, neste ano prestes a se iniciar.
Que nos amemos, cuidando para que a passagem pelo mundo não nos destrua ou nos massifique.
Mas que amemos igualmente aqueles que seguem conosco, reconhecendo neles o irmão de jornada, o companheiro digno de apreço e consideração, filho da mesma Glória e do mesmo Amor.
Na mensagem desta semana, André Luiz vem nos recordar uma certa "norma de ouro".
Receita certa para ser feliz, conquistar afetos e alcançar vitórias...
Apliquemos essa fórmula a nossas vidas e certamente tudo dará certo, como num "passe de mágica", sem que seja preciso pular ondas, comer uvas, vestir branco....

NORMA DE OURO

Ama o próximo como a ti mesmo.
A regra áurea reconhece o amor a nós próprios, justificando a necessidade do auto-apreço, para que não estejamos pregando estima aos outros, a chafurdar-nos em desmazelo.
Muito naturalmente aspiramos ao respeito pelos direitos que a vida nos atribui.
Almejamos a cooperação de muitos para que os nossos deveres se façam bem cumpridos.
Nas horas do erro, agradecemos a caridade dos que nos propiciem o reconforto da tolerância.
Nos momentos de acerto, sentimos noivo impulso ao serviço ante os estímulos da amizade.
Acicatados pela necessidade, queremos que os outros nos auxiliem.
Doentes, não duvidamos de que o próximo tem a obrigação de amparar-nos.
Diante daqueles que amamos exigimos a consideração dos que se aproximam.
Nas tarefas que impelidos a realizar aguardamos a avaliação afetiva dos que andam conosco.
Forçoso observar que os outros esperam também tudo isso.
A incompreensão aborrece-nos, o sarcasmo que se nos atira mais se assemelha a esbraseado estilete com que se nos revolve os tecidos da alma. Acontece o mesmo na sensibilidade de quantos nos cercam.
Por outro lado, não nos seria lícito receitar educação para os semelhantes sem sermos educados, e nem apelar para o caráter alheio se nos amodorramos no charco da incúria.
"Ama o próximo como a ti mesmo", diz a norma de ouro.
Nada de endeusar-nos, nem aparentar valor que não temos, mas respeitar-nos, garantindo ao nosso espírito o dom de aprender, servir e melhorar-nos com tranqüilidade de consciência. Para chegarmos a isso, reconhecer que, em tudo, é preciso dar e fazer aos outros tudo aquilo que desejamos seja dado e feito a nós.

ANDRÉ LUIZ
("Sol nas Almas", 63, edição CEC)

Querido amigo, que o seu ano de 2002 seja luz e alegria, com Jesus...

Um grande e carinhoso abraço,
Grupo IDEAL André

Texto/Border: Lori Marli dos Santos
Imagem ao fundo: Thomas Kinkade
Som midi: "Que será, será" (Tradicional)

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